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O Facebook e os nossos dados pessoais

A rede social precisa enfrentar mais seriamente o desafio sobre como equilibrar a privacidade e o desenvolvimento de negócios inovadores.

Ricardo Córdoba BaptistaRicardo Córdoba Baptista

Investigação conduzida pelo New York Times revelou que o Facebook permitiu a outras empresas de tecnologia, como Amazon, Microsoft, Netflix, Spotify e Apple terem acesso privilegiado a dados pessoais dos seus usuários, incluindo mensagens privadas e detalhes de contatos.

Ao todo, mais de 150 companhias teriam recebido privilégio de acesso. O Facebook admitiu a prática, mas negou que tenha feito isso sem o consentimento dos usuários.

Para cada uma das empresas, havia um tipo de coleta de dados pessoais. A ideia era estreitar a relação entre as partes com acordos de interesse e benefícios mútuos.

O Facebook está intricado numa série de eventos sobre como trata os dados pessoais dos seus cadastrados. A empresa não tem cumprido suas promessas em relação à privacidade, incluindo o desrespeito ao consentimento expresso dos seus usuários permitindo que suas informações sejam compartilhadas.

A companhia precisa enfrentar mais seriamente os desafios sobre como equilibrar a privacidade, que é um direito fundamental, com o desenvolvimento de negócios inovadores.

A repercussão da reportagem do New York Times impactou negativamente as ações do Facebook, que caíram mais de 7,3% em apenas um dia.1

Referências

  1. Facebook Has Biggest Plunge Since July as ‘Another Shoe’ Drops: https://www.bloomberg.com/news/articles/2018-12-19/facebook-has-biggest-plunge-since-july-as-another-shoe-drops

Advogado com pós-graduações em Direito Digital, Compliance e Segurança da Informação. Graduação em Filosofia. Certificado EXIN Data Protection Officer (PDPP). Membro da Internet Society. Faz parte do escritório Silva, Santana & Teston Advogados.

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