Direito Digital e Compliance

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O futuro dos protestos depois da pandemia

As tecnologias criadas podem ser usadas para fins menos benignos do que a contenção da Covid-19.

Ricardo Córdoba BaptistaRicardo Córdoba Baptista

Qual o impacto que as novas ferramentas de vigilância e rastreamento adotadas em nome da saúde pública terão num mundo pós-pandemia em que as “marchas, manifestações e greves” serão cada vez mais comuns?

Esse questionamento foi feito pelo analista político Matthew Guariglia em artigo publicado no site da EFF (Electronic Frontier Foundation). O seu receio é que as pessoas ficarão intimidadas ou impedidas de se manifestarem em locais públicos devido à vigilância de câmeras, drones, tecnologias de reconhecimento facial, rastreadores de localização e imagens térmicas.

Para o autor, é improvável que os governos abram mão de seus novos poderes de vigilância, sobretudo se podem ser utilizadas como armas de espionagem política.

Quando a liberdade de expressão e a participação política estão sob vigilância, é menos provável que os cidadãos tenham coragem ou disposição para o exercício desses direitos.

O artigo The Dangers of COVID-19 Surveillance Proposals to the Future of Protest pode ser lido aqui.

Advogado com pós-graduações em Direito Digital, Compliance e Segurança da Informação. Graduação em Filosofia. Certificado EXIN Data Protection Officer (PDPP). Membro da Internet Society. Faz parte do escritório Silva, Santana & Teston Advogados.